A Megalópole Rio-São Paulo é uma região de difícil delimitação. Inicialmente, a definição mais restrita considera a conurbação entre as regiões metropolitanas de São Paulo e do Rio de Janeiro como seu núcleo central. No entanto, mesmo para essa classificação mais fácil de ser identificada, há questionamentos sobre a inclusão de cidades como Piracicaba (SP), Americana (SP), Paulínia (SP), Indaiatuba (SP), Salto (SP), Itu (SP), Sorocaba (SP), São Roque (SP) e Peruíbe (SP), que apresentam intensa integração econômica e de infraestrutura com essa região. No estado do Rio de Janeiro, discute-se a inclusão de Valença (RJ) e Teresópolis (RJ).
Outros estudiosos vão além e argumentam que a megalópole pode abranger territórios ainda mais distantes, incorporando cidades como Juiz de Fora (MG) e Campos dos Goytacazes (RJ). Diante dessa possível ampliação, os termos Megalópole Brasileira ou Megalópole do Sudeste seriam mais apropriados.
De qualquer forma, logo abaixo está disponível um mapa que elaboramos da Megalópole Rio-São Paulo. Ele exclui as cidades de Piracicaba (SP), Indaiatuba (SP), Salto (SP), Itu (SP), Sorocaba (SP), São Roque (SP) e Peruíbe (SP).
Nessa região, definida principalmente pelos fluxos e interações entre grandes metrópoles, e não apenas pela conurbação física entre elas, a Força Aérea Brasileira possui dez aeródromos e vinte e uma importantes infraestruturas de controle do espaço aéreo. Os aeródromos aparecem no mapa na cor preta. Na cor azul, estão os DTCEAs, que contam com radares para o controle do espaço aéreo. Em vermelho, estão os EACEAs, que são infraestruturas desguarnecidas e equipadas com rádios para apoiar o controle do tráfego aéreo.
Trata-se da região brasileira que mais concentra unidades aéreas (9 de 40, quase 25%; incluindo unidades da Aviação de Asas Rotativas, Caça, Patrulha, Transporte e Outras Missões), aeródromos (10 de 35, ou 29%) e DTCEAs (8 de 69; ou 12%). Tudo isso em uma reduzida extensão (no nosso mapa, 48.321 km², menos de 1% do território nacional).
Independentemente desses números, a presença da Força Aérea Brasileira na Megalópole Rio-São Paulo pode contribuir para a própria caracterização dessa região. Isso porque seus DTCEAs e os EACEAs são integrados principalmente ao CRCEA-SE, que gerencia o tráfego aéreo associado a essa megalópole. Ou seja, um dos fluxos mais importantes que integram a megalópole, os voos, são controlados pela FAB, através das infraestruturas citadas (que estão situadas no interior da megalópole), e que são integradas no referido centro. No mapa abaixo, reproduzimos a área de jurisdição do CRCEA-SE.
Além disso, os aeródromos da FAB também atuam como elementos integradores da megalópole por meio dos voos militares. Como a FAB possui um número considerável de aeródromos na região, eles servem como alternativas para pousos e decolagens em caso de impedimento de algum deles, garantindo maior flexibilidade operacional — sem mencionar os aspectos subjacentes à guerra.
Logo, a infraestrutura da FAB não apenas opera no contexto da megalópole, mas também auxilia na sua definição e consolidação enquanto uma região estruturada por fluxos militares e ou controlados pelos militares, que se somam aos demais fluxos característicos desse espaço.